O sistema da Babilônia a mais de mil decibéis

Sobre a Canção

Quando comecei a escrever este artigo, minha intenção era fazer uma análise do Baiana System a partir de suas gravações de estúdio, em especial seu segundo álbum Duas cidades. Porém, tive sorte. No meio do processo, o grupo se apresentou gratuitamente na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, e fui assistir, o que me salvou do vexame de pontificar sobre algo que não teria a menor ideia do que era, e logo ficará claro por quê.

Mas para começar, acho importante dizer que, sem o Mangue Beat, não haveria Baiana System, e lembrar da aproximação cultural e musical histórica entre Recife e Salvador. Ao passar meu primeiro carnaval em Olinda, me espantei (da minha própria ignorância) ao ver os blocos de maracatu paramentados com os orixás do candomblé e ver as mesmas raízes entre eles e os afoxés de Salvador; O surgimento dos trios elétricos a partir da eletrificação…

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Holocausto no Congo: seis milhões de mortes ignoradas pela comunidade internacional

Olhares do Mundo

Considerado o maior e mais sangrento conflito desde a Segunda Guerra, o combate na República Democrática do Congo já dura 23 anos.  Milícias e grupos rebeldes interessados no contrabando de minérios atacam vilarejos, estupram mulheres, matam inocentes e provocam ondas de refugiados. A comunidade internacional e a mídia silenciam.

Por Daniele Rodrigues, Danielle Fernandes, Deborah Delaye e Vivian Estrela

Rica em recursos e belezas naturais, a República Democrática do Congo poderia ser a representação de um paraíso tropical em pleno coração da África não fosse a cobiça de países vizinhos e empresas internacionais por ouro, diamante, cobalto, cobre, carvão e coltan (usado na indústria eletrônica). A disputa por minérios envolve a região numa guerra que já deixou cerca de seis milhões de mortos desde 1993. O conflito, praticamente ignorado pela imprensa e a comunidade internacional, é considerado o maior holocausto da história.

As chacinas, estupros e sequestros de mulheres e crianças…

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Não vai ter Golpe! Já Teve!

Há 13 anos um partido está no poder.
Em algum momento dentro destes 13 anos o golpe foi feito. Silenciosamente sem que ninguém percebesse.

Desde 2003 este partido vem aparelhando o Estado, dominando a máquina pública e fechando seus círculos de influências. Tudo para consolidar o seu projeto de poder.

Agora, desmascarado em suas armações, este partido resolveu partir para o ataque. Tudo para manter o sistema confortável que desenvolveu ao longo destes 13 anos no ápice do cenário político brasileiro.

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Este partido controla a Presidência da República, os Ministérios de Estado, a Câmara, o Senado e têm forte influência sobre o Judiciário. Além de deter milhares de prefeituras e muitos governos estaduais.

Não. Este partido não é o PT.

 

O crescimento da Direita é culpa da babaquice da Esquerda

Essas Manifestações, Fora Dilma e Fora corrupção, à Direita, que temos visto perto do dia 15/03 (Dia histórico da Marcha da Família com Deus etc….) é responsabilidade  da Esquerda!
Foi a Esquerda quem começou com a babaquice, em 2013, de “Não vamos virar à Direita”, logo em que as jornadas de Junho começaram a mostrar seus toques de fascismo.
E é óbvio que o povo ia mostrar seu fascismo!

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O povo não tem educação decente. Nas salas de aula se aprende que socialismo e comunismo são a mesma coisa; que anarquismo é baderna; que ditadura do povo = à democracia…

O problema foi a falta de leitura do conservadorismo do povo brasileiro, pela Esquerda que pautou as ruas em 2013. E que sirva de lição pra Esquerda daqui pra frente.

Se ao invés de:

– Ter feito três passeatas por semana, convocando o povo pra “Fora Renan”, “Fora Marco Feliciano”…, tivesse mantido um ritmo confortável (a palavra é escrota,mas é essa mesma: “confortável”) de manifestações uma vez por mês;
– Ter apontado os dedos pros coxinhas ‘perdidos na história’ (xingando-os de ‘Coxinhas’), do alto da nossa arrogância intelectual, tivesse debatido em plenárias reais e virtuais as pautas de reivindicações, de maneira simples e direta (palpável), demonstrando que algumas medidas (pedidas pelos coxinhas) não mudariam os rumos da política;
– Ter focado no ideal: das ruas de Paris de 68, e da casa do cacete…, tivesse focado no plano real de mudança, aceitável por um povo conservador (os “ultrapassados” Fabianismo inglês, ou Possibilismo francês);
– Ter negado o apartidarismo (sabendo que muitos partidos políticos queriam/querem se aproveitar dos movimentos populares), tivesse abraçado as Jornadas como um movimento apartidário…
Talvez tivéssemos mais chances de ver alguma mudança no Planalto, nas Assembléias Estaduais, nas Câmaras Municipais, e, sobretudo, nas Ruas Nacionais.
Se a Direita, hoje, sapateia livre, leve e solta: a culpa é da babaquice da Esquerda!

Um Problema da Redução da Maioridade Penal

Na minha opinião, o maior problema que se pode ter com a redução da maioridade penal, será quando decretarem que o Estado está sem verbas para gerir as penitenciárias públicas e que será necessária a privatização. Já que todos os efeitos amplamente alardeados, como: falta de ressocialização, estigmatização do jovem pobre, “progressão” no mundo do crime, etc., já existiam sem a redução.

O problema é que a Privatização do Sistema Penitenciário,  pode gerar uma série de prisões injustas. Como se houve falar, de diversas denúncias nos EUA (onde há prisões privadas). Lá as prisões ganham (e ganham bem) por cada preso. O que gerou um esquema de corrupção na polícia, acusação e judiciário para aumentar o número de prisões.

Isso relatado acima é ruim. Mas não é o pior.

Muita gente, no Brasil, reclama que os presos resultam em muitos gastos públicos, sem retorno. Daí para  regulamentarmos os trabalhos forçados é um passo (o que provavelmente ocorrerá primeiramente ainda nas prisões públicas).

Mas o pior (como diria o Capitão Planeta) é a “União dos seus Poderes”. Imagine trabalhadores forçados sendo explorados por empresas privadas. Se a palavra ESCRAVIDÃO lhe veio à mente: Bingo!

Declaração de voto

Apesar de todas as denúncias de corrupção – a torto e a direito – envolvendo o governo federal do PT, devo dizer que não me arrependo de ter reeleito a Dilma (dadas as circunstâncias).

Se o PSDB jurasse que não ia se aliar ao PMDB, eu até votaria no Aécio. Mas, como eles apontaram exatamente o contrário. E:
Sabendo que a política econômica do PT e do PSDB seria a mesma;
Que não haveria mudança na seca (muito causada pelo PSDB de SP e pelo PMDB do RJ – e só no SE, né? Porque quando se restringia ao interior e ao NE, não havia crise hídrica);
Que muitas investigações envolvendo o chefe do executivo não existiriam se o PT saísse do poder (Porque o que as motiva é o antipetismo da PF e do MP);
E pela opção do Aécio de se distanciar de movimentos sociais (de combate ao machismo, racismo, homofobia e desmatamento) – ao contrário do que a Dilma fez (só na campanha).
Eu votei no PT (mas só no segundo turno. No primeiro votei na Luciana Genro do PSOL).

Mas o que não entendo mesmo, é quem vota no PMDB pro legislativo. Quem faz isso demonstra que não tem noção de 2 coisas:
1 – Que o legislativo é sustentáculo do executivo; e
2 – Que o PMDB reúne o que há de pior na política nacional.

Um dia cheio de gás!

Ontem eu fui ao centro da cidade comprar livros. Eu tou meio desatualizado do mundo. Meu tio-avô faleceu há dois dias, depois de alguns meses hospitalizado, e eu passei esses dias em uma espécie de retiro familiar.
Portanto, eu não sabia dos protestos de ontem, que eu até queria me juntar (mas, onde eu não queria cair de para-quedas, que foi o que aconteceu).

Comecei a procurar livrarias, mas andei muito o centro da cidade até achar uma aberta, que foi a Livraria da Travessa da Rio Branco, perto da Praça Mauá, porque todas as outras estavam fechadas. Mas ela não tinha os livros que eu queria. Então, eu lembrei da Livraria Cultura, na Senador Dantas, que por inocência eu imaginei que pudesse estar aberta.

Assim que eu cheguei no Largo da Carioca, por volta de 19h, tinham uns manifestantes mascarados tirando fotos duma cápsula de gás com a validade vencida.
Em seguida, um carro da PM subiu a calçada da Almirante Barroso, e foi desacelerando ao lado de um mascarado que tava parado sem fazer nada (em cima da calçada). Eu tava um pouco mais distante, mas fiquei olhando pra ver se ia rolar uma prisão ilegal, caso no qual eu poderia servir de testemunha de defesa. Como o cara só ficou parado encarando-os, estes foram embora.

Os tiras foram embora. De carro. Em cima da calçada.
Foram de carro em cima da calçada, pro meio do Largo da Carioca, onde estavam os manifestantes, que tiraram a foto do gás vencido. Estes se dispersaram indo na direção do Theatro Municipal, onde uma mini-tropa de choque, com escudos e cassetetes, estava os esperando, na frente do prédio que desabou (o que me pareceu uma estratégia militar de encurralamento).
Do nada, um destes policiais, do mini-choque, começou a reclamar que já tava de saco cheio dos manifestantes e que se ‘pegasse um’ ia “arriar” – disse isso brandindo o cassetete na mão, correndo atrás dos manifestantes mascarados que estavam atrás de mim (i.e. fiquei no meio do fogo cruzado). Me escorei numa banca de jornal ali em frente, porque eu percebi que não daria pra dialogar com o cara, mas fiquei tranqüilo, porque os manifestantes conseguiram correr mais do que ele.

Então, uma bomba de gás explodiu na Cinelândia e a fumaça chegou onde eu tava (na frente do prédio que caiu) meus olhos, nariz, boca e pele do rosto arderam pra caceta, e eu tive que aprender, auto-didaticamente, a usar vinagre (que uma moça da lanchonete que tem ali em frente, me deu) pra cortar os efeitos do gás.

Quando cheguei na rua Senador Dantas, onde fica a Livraria Cultura, vi que ela estava fechada pela (mega)tropa de choque da PM. Então dei meia-volta pra ir embora, porque eu não quis ir até a Lapa pegar ônibus, pra não ter que passar na frente do Quartel General da Polícia Militar, que por ‘um feliz acaso do destino’ fica em frente à sede do SEPE RJ- Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação do RJ (onde eu já tive o prazer de estagiar e fazer muitos amigos).

Só depois de algumas horas andando o Centro, eu resolvi voltar à Livraria Arlequim, no Paço Imperial, onde eu já tinha passado, mas que só tinha achado um dos livros que eu estava procurando, e desisti de comprar todos na mesma livraria e saí com um garantido.

No final das contas, fui embora de ônibus, que peguei no Mergulhão, embaixo da Praça XV, depois do palácio Tiradentes (onde estão acampados os professores). E lá ainda dava pra sentir a fumaça tóxica vinda da Cinelândia, que eu já tinha sentido antes quando passei por lá nais cedo, por volta de 18h, mas que naquela hora, por volta de 20h, eu soube pelas pessoas que reclamavam de uma leve ardência nos olhos, porque eu já não conseguia mais sentir o gás, depois da dose caprichada que eu levei.

Motivos para continuar nas ruas

Três meses depois das grandes manifestações que chamaram a atenção do país e do mundo para as ruas do Brasil, ainda há pautas requeridas desde o princípio, além da Redução das Passagens e do Fim da PEC 37, que tem que ser aprovadas pelos nossos governantes.

A estas causas eu adiciono mais algumas para formar a lista do Porquê Não Devemos Deixar as Ruas:

  • 1 – Fora Renan Calheiros, da Presidência do Senado Federal (e do Congresso Nacional);
  • 2 – Fora Blairo Maggi, da Presidência da Comissão do Meio Ambiente do Senado Federal;
  • 3 – Fora Marco Feliciano, da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados;
  • 4 – Fora Demóstenes Torres, do MP (Ministério Público). Ele é Procurador de Justiça, mas não trabalha, só recebe, porque foi afastado depois de ser cassado por corrupção, do seu mandato de Senador (GO);
  • 5 – Investigação e denúncia pelo MP sobre os indícios de desvios dos:
    • Governadores Agnelo Queiroz (DF), Marconi Perillo (GO), Siqueira Campos (TO), Sérgio Cabral (RJ) e Geraldo Alckmin (SP),
    • Prefeitos Eduardo Paes e Fernando Haddad, e de
    • Todos os demais envolvidos;
  • 6 – Fim da PEC 33;
  • 7 – Fim da PEC 99;
  • 8 – Fim da Cura Gay, Projeto de Decreto Legislativo 234/11;
  • 9 – Abertura dos Gastos Públicos;
  • 10 – Fim da proibição às Máscaras nas Manifestações populares. As máscaras são uma das formas de se proteger da perseguição política;
  • 11 – Fim do Anonimato dos policiais de Touca-ninja e sem identificação;
  • 12 – Fim do Anonimato das pessoas que representam o povo: Fim do voto Secreto, para os políticos;
  • 13 – Fim do Foro Simples para os Parlamentares que Renunciam para não serem cassados;
  • 14 – Aprovação do Projeto de Lei 5900/13, que torna Corrupção Crime Hediondo;
  • 15 – Obrigatoriedade de Matrícula dos dependentes de fato (quem vive as custas) dos políticos (Executivo e Legislativo – Ocupantes de cargos eleitos e nomeados), e dos próprios políticos, em escola/universidade pública de suas esferas*. Respeitando o modelo de ingresso das instituições (i.e. se for por vestibular tem que ser aprovado no vestibular);
  • 16 – Obrigatoriedade de atendimento médico aos políticos em hospital público da suas esferas*.

Há muitas outras causas pelas quais protestar. Causas nacionais, e locais, e até globais. Mas, agora eu só lembrei destas.

Obs.: *- Por ‘esfera‘ entenda-se:
União (Presidente, vice, Ministros de Estado, Senadores e Deputados Federais): Hospitais, universidades e colégios federais (nos seus Estados).
Estados (Governador, vice, Secretários e Deputados Estaduais): Hospitais Estaduais, nas suas cidades;
Municípios (Prefeito, vice, Secretários Municipais e Vereadores): Hospitais Municipais;
E na educação, para políticos dos Estados e Municípios: Universidades estaduais, volégios estaduais (pro ensino médio, e segundo segmento do ensino fundamental – 6ª a 9ª séries– nas suas cidades), colégios municipais (primeiro segmento do ensino fundamental – 1ª a 5ª séries).