O Padre de Judas ajuda os Guerreiros

No dia 14 deste mês, há 2 dias,  Eu fui ao show da banda britânica Judas Priest. Eu fui só, porque diferente de muitos amigos meus, eu sou um verdadeiro guerreiro (do metal)! Como relatado em outro post deste blog.
Judas Priest
Resumindo, a apresentação foi muito f*da, com muitos pontos altos, como a produção cinematográfica; a voz do Halford aguda e potente, como nos álbuns; e a performance da banda toda… Mas eu aqui só relatarei o conto épico de como eu consegui a palheta do Glenn Tipton (guitarrista da banda).
Minha acomodação: Eu cheguei ao Citibank Hall com 30 minutos de antecedência para o início do evento. Malandro que sou, localizei um lugar bem à frente onde eu poderia chegar mais à frente ainda!
Eu educadamente fui pedindo licença a todos que estavam em minha frente para que pudesse me aproximar o máximo possível do palco até que cheguei a um lugar onde havia um cara aparentando uns 18 anos, e do lado dele, em outro grupo um cara aparentando uns 20, na frente deles havia 3 casais colados à grade. Eu pedi licença pro cara de 18 que já ia me conceder quando percebeu seu lugar e disse “Não, pô! Eu tou mais na frente não vou te dar meu lugar!”. Eu dei um sorriso cínico de quem diz “Sim, você está certo, mas eu tinha que tentar.”, a partir daí o cara começou a me encarar com uma certa antipatia.
Passados uns 10 min. eu senti uma vontade de ir ao banheiro. Vontade provavelmente provocada pelos 1,35L de cerveja que eu havia tomado para me aquecer, antes de entrar no Hall.  Quando eu retornei à platéia tudo já estava mais cheio, mas novamente eu pedi licença a todos no meu caminho e voltei ao lugar que eu estava no início. Eu escolhi esse lugar porque havia 3 casais à frente e minha experiência de show indica que casais (leia-se garotas), em geral, não resistem à pressão de ficar colados na grade. Logo quando os casais saíssem eu galgaria à tão sonhada grade, para então poder ser esmagado por milhares de pessoas atrás de mim tranqüilamente.
Assim que as luzesse apagaram começou o empurra. O cara de 20 anos que tava à minha direita elogiou minha malandragem ao perceber que eu agora já estava lado a lado com ele e com o cara de 18 (sem fazer esforço e sem empurrar ninguém, as pessoas atrás de mim que fizeram todo o trabalho) eu agradeci dizendo que não era exatamente um novato em shows, ele não querendo ficar por baixo disse que também não era, rimos e focamo-nos no palco. Após isto o cara de 18 começou a reclamar porque eu estava o empurrando. Eu disse que não era eu e mostrei que minhas pernas estavam juntas, destarte eu não poderia estar empurrando. Ele fez uma cara de pouca fé, e deixou pra lá. Logo em seguida ele fez uma cara de , porque ele começou a ser empurrado por todos os lados. Já no início da 3ª música, ele tinha se rendido à pressão e ido pra qualquer lugar que os posers vão… Show vai show vem, e no final das contas eu não cheguei à grade  porque os 3 casais tavam macomunados, um não empurrava o outro e assim a pressão sobre as garotas era bem menor. No meio do show ainda chegou mais um casal que se juntou a eles fazendo uma muralha na frente.  Eu quase aplaudi o cara do 4º casal pois ele foi muito sagaz e aproveitou uma brecha rápida pra chegar à grade! De qualquer forma eu não cheguei… Nisso o cara de 20 anos foi jogado pra trás por alguém, e retornou com ódio contra mim, que em tese fiquei no lugar dele. Apartir daí foi mais uma série de cotoveladas, jogo-de-cintura, jogo-de-pernas e jogo-de-ombro contra o dizinfiliz,  mas eu não cedi nem 1cm!
Agora começa a Saga pela Palheta: O Tipton ficava de cima do palco durante o show apontando pra pessoas na platéia perto de onde ele tava, e olhando pra ver se elas tavam cantando a música! Ele fez isso várias vezes… Todas as vezes que ele olhou pra mim eu tava cantando certinho.
Mas logo numa das 1ªs vezes, na 3ª vez provavelmente, ele me olhou e eu tava viajando olhando o Halford! Aí ele começou a cantar, eu percebi que ele tava olhando pra mim, e acompanhei a música junto com ele, aí ele fez os dois dedinhos do metal (banger) pra mim, e continuou apontando pras pessoas em volta!Rob Halford e Glenn Tipton
No final do Show o Glenn Tipton desceu do palco com umas 5 ou 6 palhetas na mão!
Tinham 4 casais colados na grade, na minha frente, aí ele deu uma palheta pra garota do 1º casal, e pro namorado dela, pra garota do 2º e quando ia dar pro namorado dela, recuou o movimento e pulou a mão dele (que tava mais à frente do que a minha) , deu a palheta pra mim e continuou dando as palhetas pros outros!
F*DA!!! FO#A!!! FOD@!!!
Tem um detalhe que pode ter me ajudado a ficar com a palheta: Eu tava vestido com a minha camisa branca do Hard Rock Café por cima, e por baixo, com uma camiseta amarela que eu mandei fazer pra abrigar a capa desse álbum:
Screaming For Vengeance
Eu acredito que na hora em que foi entregar as palhetas ele tenha me reconhecido, coisa que não é muito difícil já que todo mundo em volta de mim era branco vestido de preto, e eu era o único preto vestido de branco (e amarelo)…
Resumindo ser original, e guerreiro compensa!
PS: Eu fico devendo as fotos da palheta, da camisa, e alguma foto do show que alguém tenha tirado… porque eu não tirei nenhuma!

Um ingresso para o Teatro dos Sonhos

Ponha 5 virtuosos (virtuosíssimos) num palco – um guitarrista, um tecladista, um bateirista, um baixista e um vocalista – eis o Teatro dos Sonhos. Além das primorosas execuções da banda, que tocou muita coisa do álbum novo, meu desafio particular colaborou para coroar o espetáculo.

Dream Theater - John Myung (Baixo), John Petrucci (Guitarra), James LaBrie (Vocal), Jordan Rudess (Teclado) & Mike Portnoy (Bateria)

Eu e Titi (Always ‘be’ together, never ‘be’ alone!) fomos ao “showzinho” da banda Dream Theater – na última sexta feira, dia 07 de Março de 2008, no Citibank Hall*- e, como não poderia deixar de ser, foi f*da-pra-c*ralho-à-beça!

Mas antes analisemos minha situação brevemente.
Há pouco tempo eu havia baixado o último álbum da banda, o Systematic Chaos. Fiquei ouvindo esta versão falsa por muito tempo, mas sem prestar atenção, só pra ir me acostumando com a sonoridade “pouco comum” do novo álbum. No dia do show eu resolvi dar uma conferida melhor no que eu tava ouvindo e tentar memorizar algumas letras. Ao fazer isto percebi que a p*rra que eu tava ouvindo era falsa. Ao comparar as letras das músicas e a duração das faixas do álbum que eu havia baixado com as disponíveis em domínios virtuais eu percebi que fui vítima de um golpe. Traduzindo. Algum fila-das-p*ta gravou 8 músicas e renomeou-as como se fossem as músicas do Systematic Chaos, e mal-intencionadamente comprimiu-as em um só arquivo, que nomeou como o último álbum da banda, e deixou-o disponível em uma rede de troca de arquivos mui popular, o eMule, para que otários – como eu – baixassem e ouvissem aquela p*rra toda!

Não o bastante, eu – pé-rapado que sou – comprei o ingresso mais barato, o de pista, que eu considero o lugar próprio para se estar num show de Rock. Já Titi, que estava com o joelho direito ferrado, e sendo grande discípulo do Metal, esforçou-se mais e comprou um assento na área das poltronas. Destarte durante o espetáculo em si ficamos separados!

Não obstante, eu – guerreiro (do Metal) que sou – resolvi assistir o show o mais próximo do palco que pudesse (eis meu desafio particular). Traduzindo. Perrengue! Após muitas cotoveladas, jogo-de-cintura, jogo-de-pernas e jogo-de-ombro consegui me estabilizar com somente 3 pessoas entre mim e a grade de contenção. Com muito esforço antes do bis eu consegui ficar a somente 1 pessoa da grade de contenção. Pra mim isso já era o suficiente àquela altura do campeonato.

Apesar de toda a espremedeira e cotoveladaria deu pra curtir o Dream Theater e viajar no som único que a banda faz!
Eu vou ficar devendo fotos do show. Quem tirou as fotos foi o Titi que tinha uma câmera melhor do que a do meu celular para registrar o evento.

* – Citibank Hall, pra quem não conhece, já se chamou Claro Hall, ATL Hall e Metropolitan. Deviam mudar o nome dessa m*rda pra Metropolitan Hall ou só pra Hall e F*da-se!

Beijundas e boa noite pra todos os meus leitores (i.e. eu).