Sobre Manifestações e Vandalismo

A presença das tropas de Choque nas manifestações é errada!
É até compreensível que elas se localizem nos entornos, mas bloquear a progressão de passeatas e manifestações é restringir a liberdade de manifestação do povo.

A verdade é que por se tratar de manifestação civil (e não militar, ou para-militar), o papel das autoridades públicas deveria ser o de desviar o trânsito, para que não sofra (mais) atrasos (agora com a manifestação, porque já é normalmente caótico); e deixar de efetivo policial ao longo da manifestação a quantidade de policiais que deveriam estar patrulhando aquelas ruas em dias normais.
Havendo vandalismo, bastaria recorrer às diversas câmeras (de vigilância, de “monitoramento do trânsito”, da imprensa, e dos próprios manifestantes) e identificar quais foram os reponsáveis pelos danos. E autuá-los em ato contínuo ao fim da manifestação.
Assim se evitaria o conflito. Evitar o conflito é a razão de existir do Estado Democrático de Direito. E se permitiria a livre manifestação!

Mas, a “vandalização” é ‘negócio’ pros dois lados!

a) Por um lado, o governo ganha ao dizer que os manifestantes são vândalos e que a causa deles é injusta, quando não é!
b) Por outro lado, os setores radicais dos partidos de esquerda gostam desse tipo de confrontos com a polícia, para poderem dizer que o governo é truculento e autoritário!

A face real da Lei Áurea

Neste 13 de maio de 2012 eu os deixo com o artigo “A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, não passa de uma farsa“, conforme publicado nos sites da Adital e do Antropos Moderno, de autoria do Frei David dos Santos, sacerdote franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM) na Província da Imaculada Conceição, e considerado um dos líderes do Movimento Negro no Brasil.

Segue abaixo o texto inalterado:

“A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, não passa de uma farsa”. Em artigo inédito, o diretor-executivo da Educafro, Frei David Santos Ofm, exemplifica a promulgação de sete atos oficiais, envolvendo o destino da população negra, que vão desde a implantação da escravidão à reabertura do país às imigrações européias.

Há 503 anos, o Brasil foi invadido por colonizadores europeus, com o objetivo de enriquecimento de setores da Europa. Para isso, seria necessário muito trabalho pesado. A solução encontrada foi a oficialização da escravidão no país como política econômica. Assim, as relações raciais e sociais foram contaminadas e, até hoje, estamos colhendo seus malefícios.

Com o passar dos anos, uma série de atos oficiais foi sendo promulgada. Por trás da capa de inclusão e solidariedade para com a população negra escravizada estava o objetivo de beneficiar os senhores das riquezas, das terras e do direito de vida e morte sobre os afro-brasileiros. Mais do que isso, a grande intenção da sociedade branca era excluir, marginalizar, afastar o negro do direito à terra, à educação, aos cuidados na infância e na velhice.

A Lei Áurea não é elencada entre os sete atos, porque podemos considerá-la nula. Na prática, quando foi assinada, só 5% do povo negro viviam sob regime de escravidão. Os demais tinham conseguido a libertação por meio dos próprios esforços. Podemos dizer, no máximo, que serviu como estratégia para dar à população negra respaldo de libertação jurídica. Não teve como preocupação fixar as comunidades negras na terra e garantir as terras nas quais já viviam, reconhecida pelas próprias leis dos dominantes.
Após a promulgação da Lei Áurea surgiu um movimento exigindo que o governo indenizasse os senhores que haviam perdido seus escravos. Rui Barbosa reagiu dizendo: “Se alguém deve ser indenizado, indenizem os escravos!”. Tinha plena consciência das injustiças cometidas pela sociedade contra o povo negro. Hoje, na Uerj, muitos brancos abriram processos na justiça exigindo indenização (outra vaga) por “ter perdido” sua vaga para um negro. Quase nada mudou: trata-se o negro, ainda hoje, como “um sem direitos”.

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Pela extinção do Panda-Gigante

Todo mundo gosta de pandas-gigantes. Ursos de pelúcia reais, grandes, dóceis e fofinhos!
Mas quase ninguém percebe que os pandas querem a própria extinção!

Os pandas-gigantes só fazem uma coisa da vida: comer bambu! E fazem isso mal!
O sistema digestório do panda não consegue digerir adequadamente o bambu, e este vegetal representa 99% de sua alimentação! E como eles digerem isso mal, eles conseqüentemente comem muito bambu! E devem deixar a p*rra da floresta onde eles vivem toda cagada de bambu! 
Se um dia o bambu do mundo acabar os pandas morrerão de fome. Porque eles são muito resistentes a outro tipo de alimentação!

Outros ursos comem de tudo. Os ursos pretos comem qualquer coisa que veêm pela frente, raízes, arbustos, mel, animais de médio porte, sapatos, camisinhas usadas, etc.. Os ursos pardos são tão bolados que comem até outros ursos (no bom sentido – que é pior do que no mau sentido). Os outros ursos são carnívoros, boladões. O panda é muito fresco!

Pra sentir o nível de frescura: Os pandas-gigantes se reproduzem só na Primavera nas condições ideais de clima, ambiente, e outras coisas, pois as fêmeas são muito resistentes as investidas dos machos nessas condições. E muito piores fora dessas condições.
A fêmea dá à luz, em geral, 2 filhotes. Mas ela tem preguiça de ter que aturar e amamentar 2 pentelhos, então ela só cria 1 filhote e abandona os que nascerem a mais!
Tudo indica que além de não gostar de sexo as fêmeas de panda não são boas mães!

E pra escrotizar de vez, os pandas tem 6 dedos nas patas! P*rra! Mamífero com 6 dedos é sacanagem!

Eu não defendo a caça aos pandas nem nada assim, só acho que a gente não deve ficar gastando tempo e dinheiro com um bicho escroto, que nem esse. A própria seleção natural vai eliminá-lo!

A natureza defende a extinção dos pandas! Os pandas defendem a própria extinção! Deixe esses troços irem pro saco de vez!

Tópicos Polêmicos II – A Vingança

Eu deveria falar sobre os assuntos listados no tópico anterior (de 5 mil anos atrás), mas eu resolvi abordar outros temas polêmicos!

Neste domingo, dia 4 de Maio de 2008, a Marcha Pela Legalização da Maconha foi proibida pela justiça em todo o país.
Eu entendo que usar maconha seja crime (mesmo sem pena), entendo que vender maconha seja crime, mas utilizar a liberdade de expressão para defender uma modificação na lei (legalizar do uso e venda desta substância) não é crime.
Proibir a marcha da maconha é a mesma coisa que proibir uma manifestação a favor do aborto, da pena de morte ou da remessa de divisas. Hoje estas praticas configuram crimes, mas há quem entende que não deveriam ser. E talvez amanhã não sejam. Ninguém proíbe uma marcha a favor do aborto. Ninguém prende por Apologia ao Crime pessoas que defendem abertamente a pena de morte. E ninguém impede uma manifestação popular a favor da legalização da evasão de divisas (isso porque ninguém faria uma manifestação popular por isso…).

Quem me lê escrevendo “tão” a favor da marcha da maconha, pode até pensar que eu abraço seriamente essa causa. Nem tanto mestre, nem tanto…
Só para ficar registrado, eu nunca utilizei qualquer substâcia ilícita. Digo isso pra evitar o preconceito de algumas pessoas que pensam que todo mundo que defende a legalização de algumas substâncias é usuário.
Eu sou a favor da legalização da maconha e de mais algumas drogas (leves), mas não sou esse entusiasta todo na defesa. Até porque eu acredito que a atual conjuntura politíco-social do país não seja a mais propícia para a legalização. Porém o debate deve ser realizado.
Eu acredito na liberdade de auto-destruição de cada um, desde que isso não destrua a outrem que não queira ser destruído. É válido lembrar que a liberação das drogas não envolve somente a liberdade de se destruir do indivíduo, envolve também a saúde pública, economia nacional e mais sensivelmente a segurança pública!
Meu motivo de indignação pela proibição da marcha não são as drogas, ou a liberdade de consumo. Mas sim algo que eu considero muito mais importante: a Liberdade de Expressão.

A Liberdade de Expressão foi a maior vítima desta proibição, a meu ver. Por isso peço a todos os meus leitores (i.e. eu) que fiquem atentos aos direitos fundamentais e basilares dum Estado Democrático de Direito que muitas vezes são violados sem que se note.

Tópicos Polêmicos

Eu tava pensando em começar uma série de tópicos sobre assuntos polêmicos, só pra escrotizar essa p*rra toda!
Então lá vai, ainda sem data marcada mas com ordem, prévia, estabelecida, esta é a ordem dos tópicos:
Vida: Aborto, Células-Tronco e Pena de Morte (e Desarmamento)
Tortura
Discriminação: Religiosismo, Racismo e Xenofobia
Sexismo: Machismo, Feminismo e Homofobia

Por enquanto é só isso… provavelmente nesta ordem, mas eu posso acabar juntando alguns tópicos ou lembrando de mais coisas… por aí vai.

Beijundas e boa noite pra todos os meus leitores (i.e. eu).